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Mulher, não és só obra de Deus;
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.
Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.
Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.
Mulher, és meio mulher,
meio sonho.
Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Trata-se de um arbusto de origem Indiana, cujas flores são de cor azul
tal como o nome indica. São flores que preferem o calor da Primavera e
do Verão.
É uma das flores mais populares na Índia, já que lá também simboliza a pureza. Nesse sentido, estas flores são utilizadas frequentemente em casamentos e outras cerimónias religiosas.
É um talco feito de pó de sândalo e corantes extraídos de pétalas de rosas.
Bilhana Kavi (século XI) foi um poeta da Caxemira. É conhecido por seu poema de amor, "Caurapâñcâśikâ" (em língua portuguesa, "Os cinquenta poemas do ladrão de amor").
Segundo a lenda, o Brâmane Bilhana terá sido contratado como preceptor da princesa Yaminipurnatilaka, filha do rei Madanabhirama. Tendo sucumbido a uma paixão avassaladora, professor e aluna mantiveram um relacionamento proibido. Os amantes foram descobertos e Bilhana lançado à prisão. Enquanto aguardava o seu julgamento, compôs as cinquenta estrofes do poema "Caurapâñcâśikâ", sem saber se seria enviado para o exílio ou condenado a morrer na forca.
Desconhece-se qual a sorte do poeta. Entretanto, o seu poema de amor foi transmitido oralmente por toda a Índia, dele existindo diversas versões, inclusive algumas, no Sul da Índia, em que existe um final feliz[1]. A versão da Caxemira, por exemplo, não especifica qual foi.
Para os hindus é uma árvore sagrada. O sândalo é planta parasita de outras árvores e bastante resistente ao ataque de insetos. Por isso que os hindus só constroem seus templos com essa madeira.
Suspiro por vê-la quando estamos separados
Anseio por abraçá-la quando a vejo
E quando abraço essa beleza de olhos rasgados
Fundir-me com ela é o meu único desejo
Poema da Índia Antiga